Ribeirinhos – Julho/2015


Vinte horas de viagem entre avião, ônibus, barco, moto, esperas, risadas e cantorias. O calor se misturava com o cansaço. Mas o clima que fazia do lado de dentro (em mim) era diferente. Embalados pelo barulho do motor do barco, seguimos viagem rumo ao nosso destino inicial: São Sebastião do Uatumã/AM. Sobre o cenário escuro, sentei-me para escrever tudo o que eu estava sentindo… O escuro ao redor era iluminado apenas pelo céu estrelado (e QUE céu estrelado!). Havia contentamento. A felicidade queria diminuir logo as horas no rio escuro… Ela parecia que queria sair correndo feito desesperada “só” para abraçar gente.

Ouço um grito: “ESTAMOS CHEGANDO!” Toda a equipe corre para a proa do barco!!! O cenário escuro de repente começa a ganhar cor. Distante, avisto luzes. O coração dispara e pensa: “É verdade, mesmo?” (Eu não sabia se orava, se fotografa, se filmava, se ria ou se chorava…) O barco se aproxima da margem… Quanto maior a aproximação, maior o disparo do coração.

© Bruno Alves

Nossa primeira visão: De longe avistamos São Sebastião do Uatumã! 🙂

Deus me permitiu ABRAÇAR e olhar nos OLHARES, ELE achou NOBRE dividir a dor do Seu coração comigo, e eu amei aliviar esta dor. ELE pintou um céu estrelado que não me deixava dormir. ELE ALARGOU meu coração e eu EXPERIMENTEI a URGÊNCIA do chamado com mais intensidade. O ROGAR (ao Senhor da seara que ENVIE TRABALHADORES para a Sua seara) pareceu-me tão vivo e latente. Bem aqui dentro, o comprometimento com esta oração, GRITA sem cessar (e eu não quero que me deixe NUNCA mais).

© Bruno Alves

Comunidade Jacarequara (muito amor envolvido).

© Bruno Alves

O rosto do “Seu Armando”, e sua história…

Eu pisei na terra que sonhei. Estive com o povo que orei. Deus me presenteou com rostos e histórias que faço questão de carregar comigo. Estou em casa, mas meu coração ainda está lá.

A estranheza do retorno confirma o fato de que Cristo me estragou para o mundo. Eu quero VIVER estragado. A vontade de gastar a vida (SEM ME ECONOMIZAR), aumenta.

{b.a}

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Um comentário sobre “Ribeirinhos – Julho/2015

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