Diga ao Francis que sinto falta dele


As inquietações sinalizavam que algo estava errado. Então parei pra conversar, pra falar tudo! Disse pra Ele sobre como me distraio fácil e como negligencio o que é eterno e me perco no temporal, sobre como vivo protelando e invertendo prioridades. Falei como alguém que está cansado de ser assim. Houve silêncio. De súbito, a Paz manifestou-se no ambiente desfazendo toda culpa – Era Ele. Não, Ele não veio esbravejar. Abraçou-me. E sem verbalizar nenhuma palavra, o abraço da Paz me amou dizendo três frases que me atravessaram e atingiram o centro do coração: “Eu estou com saudades. Você está envolvido com tudo, menos Comigo. Volte para mim!”.

Quase 24 horas depois, eu ainda permaneço vivendo aquela atmosfera e sentindo aquele gosto da eternidade. Hoje encontrei um texto que falou-me tanto ao coração, como no episódio de ontem. Vale a pena ler! Quero dividí-lo com você:

O alvo mais alto de Deus para nós é que entremos na sua presença e permaneçamos lá – mas esta é justamente a coisa contra a qual Satanás luta com mais intensidade. A natureza desta batalha não é discernida facilmente. O inimigo não aparece com semblante feroz, nos ameaçando com represálias, quando começamos a buscar a Deus. Satanás é muito mais sutil. Ele nos distrai com as coisas boas das bênçãos de Deus para fazer-nos perder o melhor presente de todos – a presença de Deus.

Nossa natureza carnal proporciona ao diabo um cúmplice disposto. Salomão observou: “Eis que isto tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitos artifícios” (Ec 7.29). Nossos “muitos artifícios”, aparelhos engenhosos e tecnologias, apesar de toda a conveniência que nos providenciam, não nos sustentarão nos dias porvir.Simplesmente não haverá substituto para Deus. Em vez de ter corações cheios de Deus, entretanto, estamos freqüentemente cheios de desejos das coisas desta vida.

Jesus advertiu: “Olhai por vós mesmos; não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele dia vos sobrevenha de improviso como um laço. Porque há de vir sobre todos os que habitam na face da terra” (Lc 21.34-35).

Muitos cristãos estão sendo contaminados e sugados pelas atrações e excessos de nossa sociedade próspera. Ah sim, a maioria destas coisas não são intrinsecamente más, especialmente quando usadas com moderação. O engano está em nossa definição de moderação; pois o que nos parece um estilo de vida modesto seria excesso e luxo para 90% do mundo.

Procurar os prazeres deste mundo pode se tornar intoxicante. É uma área onde a atividade de Satanás é freqüentemente mais velada. Ao invés de buscar a Deus e nos tornar disponíveis para sua vontade, muitos de nós estamos emaranha dos em dívidas e desejos. Como os babilônios antigos, moramos numa “terra de imagens, e pelos nossos ídolos tornamo-nos loucos” (Jr 50.38 -parafraseado).

Muitos cristãos estão presos num labirinto de distrações. Estamos tão acostumados com idolatria que não a consideramos estranha! Nós até chamamos nossos heróis nos esportes ou no cinema de “ídolos” e não achamos nada errado quando estes indivíduos são “idolatrados” por milhões de seguidores. Entretanto, tudo que idolatramos no fim acabarádemonizando nossas vidas.

No meio da prosperidade da sociedade em que vivemos e da multidão de distrações que ela oferece, o Senhor quer que caminhemos com uma única mente para a glória dele. Podemos fazer isto? Sim, mas talvez precisemos nos livrar de nossas televisões, ou pelo menos jejuar delas por algum tempo. O grau de nossa dificuldade em desligar a televisão é a medida de nossa escravidão a ela. Se não conseguimos abrir mão dela, é porque somos seus escravos.

Em uma terra onde excesso, ambição e inveja são os conselheiros dos homens, somente aqueles que permanecem na simplicidade de Cristo são verdadeiramente livres. Temos que escolher a presença de Deus como nossa porção na vida.

Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3). Ser pobre de espírito é estar livre de cobiça escondida; é ver e possuir o reino dos céus.

Se você verdadeiramente está livre de cobiça -se você não se curva diante de Mamon (riquezas -Mt 6.24) – Deus começará a conceder-lhe a riqueza dele. Se seu coração verdadeiramente se tornar possessão do Senhor, ele começará a lhe confiar as possessões dele, tanto celestiais quanto terrenas. À medida que você se torna escravo de Cristo, a terra será sua escrava e produzirá seus recursos para os propósitos de Deus.

Se Satanás não conseguir distraí-lo com mundanismo, ele tentará desgastá-lo – usando até as boas obras que faz para o Senhor como um meio de esgotar sua energia. De fato, Daniel fala que no tempo do fim o inimigo tentará “esgotar os santos do Altíssimo” (Dn 7.25 – Tradução literal da versão KJV em inglês).

Deus nunca quis que fizéssemos a vontade dele sem sua presença. O poder para realizar o propósito de Deus vem da oração e da intimidade com Cristo. É aqui, fechado a sós com Deus, onde encontramos uma fonte sempre nova de virtude espiritual.

Quando meu ministério começou, o Senhor me pediu para consagrar-lhe totalmente meu tempo desde a madrugada até ao meio-dia. Gastei estas horas em oração, adoração e o estudo da sua Palavra. Muitas vezes eu adorava a Deus por horas e escrevia canções a ele que vinham deste maravilhoso santuário de amor. A presença do Senhor era meu deleite, e sei que meu tempo com ele não só foi bem gasto, mas agradável a ele e a mim.

Porém, à medida que minha vida começou a produzir o fruto da influência de Cristo, o Espírito Santo me trazia pessoas que precisavam de ajuda. A fim de satisfazer as necessidades delas, acabei cortando quarenta e cinco minutos do final do meu período devocional. As demandas do ministério também começaram a estender até altas horas da noite, e deixei de levantar tão cedo quanto costumava.

A qualidade do restante do meu tempo com o Senhor começou a ser corroída pelos cuidados do ministério. Problemas de crescimento da igreja, a necessidade de treinar pessoas para o ministério e um número crescente de pedidos por aconselhamento e libertação comprimiram o já limitado tempo que eu tinha para intimidade com Deus. É claro que estas mudanças não aconteceram de um dia para o outro, mas os meses e anos de sucesso crescente estavam constantemente corroendo minha vida devocional. Por fim descobri que estava com um ministério cada vez maior mas com uma unção por trás dele cada vez menor.

Um dia recebi um telefonema de um intercessor que orava regularmente por mim. Ele me contou que durante a noite o Senhor lhe falara num sonho a meu respeito. Eu estava ansioso para ouvir o que o Senhor tinha falado a meu amigo, pensando que talvez ia aumentar o alcance do nosso ministério ou talvez prover algumas finanças necessárias. Pedi-lhe que me contasse o sonho.

O que o Senhor disse não tinha nada a ver com as coisas que estavam consumindo meu tempo. Ele simplesmente disse: “Diga ao Francis que sinto falta dele”.

Ó, que fardos carregamos e que cansaço acumulamos quando negligenciamos o privilégio de passar tempo diariamente com Jesus. Chorei enquanto me arrependia diante do Senhor, e ajustei minhas prioridades. Parei de aconselhar as pessoas pelas manhãs. Voltei a passar esse tempo com Deus.

Embora soubesse que esse passo era necessário, pensei que possivelmente perderíamos algumas das pessoas que tinham chegado à igreja recentemente. Eram pessoas que tinham vindo especificamente para receber ministração pessoal. Eu sabia que não teria o mesmo tempo para elas como antes, mas tinha que dar prioridade há meu tempo com Deus.

No domingo de manhã seguinte anunciei à congregação que minhas manhãs seriam consagradas a Deus. “Por favor”, eu disse, “nenhum telefonema ou aconselhamento. Eu preciso passar tempo com Cristo.” O que aconteceu em seguida me chocou. A igreja inteira levantou e aplaudiu! Parece que eles queriam um pastor que gastasse mais tempo com Deus! Estavam cansados de um pastor cansado.

À medida que nos aproximamos dos dias quando haverá uma liberação sem precedente da presença dele na terra, nossa atividade primordial será ministrar a Cristo. Obviamente as pressões aumentarão muito. Também haverá tempos de grande colheita e atividade espiritual. Mas, independentemente das circunstâncias que nos cercam, em primeiro lugar temos que nos posicionar continuamente na presença de Deus. Pois perder nosso tempo com Jesus é perder a sua glória no dia da sua presença.  

Texto de Francis Frangipane. Extraído de Revista Impacto

Quem vai PERCEBER os que estão gritando “socorro” em silêncio?


Esta semana dei um “bréque” forçado, por livre e espontânea pressão. Minha vida é uma “doideira” e eu vivo correndo com as responsabilidades, horários, afazeres e compromissos… Desde terça tenho me sentido mal fisicamente. Fiquei protelando e medicando em casa, pensando ser só uma gripe. Pois bem, fui ao médico e ele me diagnosticou com pneumonia. Resultado: O Bruno tem que ficar em casa, não sair na friagem e tomar as medicações certinhas. O “bréque” forçado é este: Ficar em casa de molho. Aproveitei para colocar a leitura em dia (leio todos os dias, mas sempre acho que tô atrasado, rs) e resolvi sentar pra assistir um filme que uma amiga me sugeriu. Mas não foi uma sugestão qualquer. Foi tipo um: “Meeeeeeu, você TEM QUE ASSISTIR esse filme!!!” A pessoa me fala com tanta empolgação, alegria e felicidade que eu parei tudo, apaguei a luz, deitei-me no sofá com edredom e gastei (investi) 02:42hs da minha vida em algo que realmente valeu muuito a pena.

O filme se chama “Como Estrelas na Terra”. Conta a história do garoto “Ishaan”, um menino de 9 anos que sofre de dislexia. O menino diz que as letras dançam em sua frente e não consegue acompanhar as aulas e nem prestar atenção. Seu pai acredita que ele é indisciplinado e o trata com rudez e falta de sensibilidade. “Ishaan” sofre com a rejeição e ninguém o compreende, ninguém (no meio de tanta gente) percebe que ele é diferente e que precisa de ajuda e atenção. Sua história só é mudada quando alguém, um Professor, escolhe VER (prestar atenção) no garoto no meio da multidão e estender a mão para ajudá-lo, para tirá-lo dos lugares escuros. A história é linda! Não posso descrever o quanto eu chorei… muuito mesmo e quase o tempo todo!

Como a história de “Ishann” há tantas outras pessoas sofrendo… Talvez não de dislexia, mas de falta de amor, de esperança, de destino – gente maltratada, ferida, que não é vista, não é lembrada e passa despercebida no meio da multidão. Gente que sofre em silêncio, mas grita pelo olhar. Como uma história destas pode mudar e ter um novo destino? Quando alguém no meio da multidão PERCEBE o sofrido, se ENVOLVE com a história (que pode ser absolutamente desconhecida) e oferece-lhe ajuda repartindo a Vida (que é uma Pessoa). Daí que uma história de rejeição pode ser transformada em uma história de aceitação.

Quantas pessoas estão berrando “socorro” em silêncio? Essas pessoas se assentam ao nosso lado no ônibus. Às vezes estão bem a nossa frente na fila do banco, na faculdade ou no almoço diário. Elas estão rogando “ajuda” mas a gente não percebe por causa da nossa insensibilidade, do nosso egoísmo extremista que só consegue se preocupar e dar atenção ao que nós julgamos ser importantes. A gente tem medo de se envolver com o desconhecido. Onde é que nós estamos que não estamos vendo e percebendo estas pessoas? Que lugar é esse que nos deixa surdos e cegos com relação ao sofrimento e a agonia delas? Jesus me ensinou que este é o lugar da ausência da compaixão.

A ausência de compaixão nos torna insensíveis ao outro. A ausência da compaixão “cria uma lista” que seleciona por critérios pessoais aqueles dos quais devemos ou não nos aproximar. A ausência da compaixão nos deixa cegos. A ausência da compaixão mata em nós o segundo mandamento, mandamento este, citado pelo próprio Cristo:

“Amem o próximo como vocês amam a vocês mesmos”. (Marcos 12:31).

Você pode perceber o quanto isto é importante para DEUS, O PAI que deseja ter uma família de muitos FILHOS semelhantes a Jesus? Você pode perceber o quanto isto é importante para JESUS, O FILHO E IRMÃO que abriu mão da sua pátria e desceu a uma terra longínqua para unir todos os povos do mundo inteiro e fazer deles UM POVO SÓ, uma única família? Você pode perceber o quanto isto é importante para o ESPÍRITO SANTO, que atua em seres humanos quebrados, trabalhando para o aperfeiçoamento e santificação para o grande dia do casamento? Você pode entender porque a TRINDADE vibra e celebra quando um pecador se arrepende? Porque há festa no céu? Em Jesus TODO SER HUMANO foi percebido, aceito e incluído. O coração de Deus pulsa uma coisa só: “Vidas”! Ele não quer uma família de muitas coisas. Ele quer uma família de muitos filhos, gente, pessoas, vidas. É tudo o que Ele quer – por direito de criação e direito de redenção.

Se isto é tão importante para Deus, então deve ser importante para mim. “Deus, se é isto que está pulsando no Teu coração, então é isso que eu quero que pulse no meu”. Saber que uma alma vale mais do que o mundo inteiro não muda minha vida quando não atravesso a rua para repartir a Dignidade (que é uma Pessoa) com o outro. Respostas teologicamente corretas são bonitas de se ler e até de se falar. No entanto, não transformam vidas se não houver a praticidade do conhecimento adquirido. Eu e você podemos mudar o destino de alguém, se quisermos nos envolver.

Bom, eu acabo de assistir o melhor filme da minha vida, sem nenhum exagero. Fica a dica pra você, que assim como eu, deseja doar-se ao outro no exercício da compaixão do Cristo Compassivo. Pare um pouco, sente-se, apague a luz e invista 2 horas em algo que realmente tem valor. Que o Deus da compaixão ministre tanto ao seu coração, como ainda está ministrando ao meu.

{b.a}

O Diário de David Brainerd


David-Brainerd

David Brainerd (1718-1747)

Conheci o David de maneira despretensiosa: Fuçando na internet, rs… Eu  havia acabado de ler “A Arte Expositiva de João Calvino” e resolvi pesquisar sobre essa “galera” que deixou legado e que influencia até os dias de hoje. Vi um video de um pastor citando um pequeno trecho do diário do David Brainerd e fiquei doido! Meu povo, eu queria porque queria esse diário e não descansei até tê-lo em minhas mãos.

O David foi um missionário norte-americano que entregou e gastou a sua breve vida com a proclamação do Evangelho em tribos indígenas. Tão jovem (viveu apenas 29 anos) e tão entregue, tomou a decisão mais bem acertada que um ser humano poderia tomar: Empenhar a vida em conhecer o Filho de Deus e fazê-Lo conhecido. Fala sério! Esta é a Verdadeira Nobreza: O envolvimento com O que é de fato Nobre e Eterno.

Minhas redes sociais sofreram uma “overdose” de posts depois que eu comecei a ler esse diário. Principalmente o facebook... Meus amigos, me perdoem por “lotar” a timeline e o whatsapp de vocês, rs. É muita felicidade e identificação pra uma pessoa só. Espero não ter “enchido”, mas abençoado vocês.

O que aconteceu comigo foi que a vida do David, por diversas vezes, se pareceu muuito com a minha. Seus anseios e valores, fraquezas e conquistas, sua humanidade e seu anelo pelo Eterno se assemelham tanto com a minha vida que parece o meu próprio diário. É sérião! Eu fiquei um pouco chocado. De verdade! As vezes parecia que eu estava lendo a minha história, só que com mais clareza. Haviam coisas dentro de mim que eu sabia que estavam lá, mas não conseguiria comunicá-las ou expressá-las de maneira escrita como Brainerd o fez. É muita identificação, minha gente! Muita mesmo.

Tal como David Brainerd, só Henri Nouwem mesmo – A gente podia ter se conhecido… Já pensou nesta “reunião”? (Eu, Brainerd e Nouwen). Adoraria sentar, tomar um café e conversar. Quer dizer, eu acho que seria mais uma entrevista do que uma conversa, rs… Quantas coisas eu gostaria de perguntar! :) Mas, isso não é possível :(. Me restam as literaturas… Ok! Eu me contento com elas.

Bom, aí está uma obra que vale muito a pena ler. Pode adicionar na sua lista.

{b.a}

Aprendendo a confiar


Um bom dia pra você que assim como eu está continuamente na escola da confiança aprendendo com Abba:

Feliz é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está. Ele será como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Ela não temerá quando chegar o calor, porque as suas folhas estão sempre verdes; não ficará ansiosa no ano da seca nem deixará de dar fruto“. Jr 17:7-8

A confiança é a segurança completa de depender de alguém. E é verdade que nem sempre eu confio. Também é verdade que as vezes coloco meus olhos e coração no estado das coisas num determinado momento. E quando empresto minha atenção à isto (ao que se vê e ao que se sente), meu coração deixa de confiar no Senhor e passa a se apoiar no que é visível e tangível. É horrível quando confio em mim mesmo (como descreve os versos 5 e 6 deste capítulo). 

Estou tão convicto de que cada umas dessas provas que vieram até mim nesta semana, vieram com a finalidade de provar o meu coração e ajustá-lo com o propósito original (jardim) – onde o homem dependia só de Deus e confiava plenamente nEle.  

Mas, provas não são duradouras (ainda bem), e elas já se foram :). Elas passaram e imprimiram algo legítimo em mim – Nunca antes o texto de Jeremias fez tanto sentido. Até quando eu temi, Elepôs a Sua palavra num outdoor”, bem na rua… O MESMO TEXTO! haha I-NA-CRE-DI-TÁVEL!!! Ele fez com que dia e noite essas palavras estivessem em meu coração e em minha mente. Ele me ajudou a confiar mesmo quando as CIRCUNSTÂNCIAS foram completamente contrárias. Ele me dá total segurança de que posso CONFIAR NO SEU CARÁTER. Eu sei que posso escolher CONFIAR plenamente em quem DEUS É.

Hoje é dia 140/365 – “Não seremos abalados” foi a trilha sonora da minha semana. Aqui está um filho feliz! :) . Um filho que foi tão abençoado apesar de não possuir nenhum tipo de merecimento. Aqui está um filho feliz que apesar de conviver com Seu Pai, não consegue compreender a dimensão da BONDADE de um PAI tão COMPASSIVO (que se coloca no meu lugar, que sente e experimenta junto comigo). Aqui está um filho grato e absolutamente satisfeito Naquele que satisfaz de verdade.

Ansiando por aquele dia em que poderei estar com Ele de maneira definitiva, sem nenhuma barreira entre nós… Vem logo!

{b.a}

Meu Éden


Passei o dia de hoje pensando sobre o Éden, cujo significado é “prazer” ou “lugar de delícias”. Li e reli o Gênesis 3 – texto que narra Deus procurando o homem, e o homem se escondendo de Deus com medo (que é a ausência do amor).

“E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?” Gn 3:9

Há tantas histórias bíblicas (desde Adão) que mostram Deus procurando o homem para relacionamento. Para mim, isto é quebrantador! Porque Deus, O Criador de tudo, que sabe tudo, que não tem ausência de nada e que é completo em Si mesmo, SEMPRE me BUSCA. Me busca porque eu fui CRIADO PARA ELE! E sem Ele (que é o Amor Perfeito) só há medo e desespero em mim.

Alguns minutos longe dEle e o que eu experimento é frieza e desorientação (talvez Adão tenha se sentido assim, desorientado).

Às vezes eu me perco, me afasto e me “afogo” em tanto compromisso e responsabilidade. Há sempre uma nova tarefa a desenvolver, um telefone a atender, um problema para resolver e, a lista, além de extensa, me parece nunca ter fim. Tenho percebido que a ausência de privação sufoca. Há dias em que anseio estar retirado, quieto e focado em minha Bendita Companhia.

Ah, como almejo tanto desejá-Lo como Ele me deseja! Quero a Sua Perfeita Companhia mais do que aos meus amigos e família. Não quero teoria. Quero mais praticidade! Então cancelei o compromisso do sábado a noite, desliguei a internet e parti pro meu retiro com a finalidade de centralizar e alinhar meu coração. Na solitude de hoje fui presenteado com um convite eterno – do Eterno. A canção “Companion” (Companheiro) da Misty Edwards:

“Eu quero a tua companhia

Assim como no jardim

Se estás procurando o Éden

Ache-o em Mim

Ache-o em Mim”

Ele tem Suas maneiras peculiares de falar… E hoje escolheu falar e legitimar meu coração em forma de música. Meu jardim não foi perdido. E Ele não é geográfico… Meu Jardim é uma Pessoa! E a Pessoa é o meu Éden. Uau! Eu tenho um “Lugar de delícias” que está DISPONÍVEL SEMPRE!

O Éden me quer! ELE VIVE ME CONVIDANDO porque deseja companhia. Isso me afeta e constrange. Não há nada que eu faça para Ele parar de me querer.  Que eu permaneça neste Jardim! Porque NEle não tenho falta de nada.

{b.a}