“Vinde a Mim”, um convite irresistível


Em toda a escritura vejo um Deus relacional. Mesmo no antigo testamento as histórias revelam a paternidade de um Deus que guia, instrui, cuida, orienta e conduz filhos para a terra da promessa. Deus sempre esteve por perto. Seus livramentos, prodígios e curas não tinham a finalidade de apenas livrar, maravilhar ou curar – Mas de revelar a Si mesmo. As histórias registradas evidenciam desde o Éden o convite de Deus para relacionamento com o homem.

No novo testamento, o desejo de relacionamento e o amor obstinado de Deus não muda. Ele encarna em Jesus, abandona Sua posição privilegiada e desce (em todos os sentidos da palavra) para se importar com o homem e perseguí-lo em amor violento, furioso e desesperado. O fato de eu não correspondê-Lo não altera nada – Deus não sofre de amor não correspondido, porque o Seu amor está acima de qualquer rejeição.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Mateus 11:28

O convite de Jesus é para irmos até Ele. Não é para irmos à “igreja”, retiros ou lugar. O convite é pessoal, relacional.

Me lembro de quando Pedro disse:

“Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. João 6:68

Porque Pedro não disse “para ONDE iremos nós” ao invés de dizer “para QUEM iremos nós”? Esse discípulo certamente compreendeu que palavras de vida eterna não poderiam ser encontradas em lugar nenhum do mundo – Essas palavras não estavam num lugar (geográfico), estavam numa Pessoa.

O livro de Apocalipse nos dá uma descrição detalhada do céu. Você acha que o céu em toda sua beleza e esplendor  pode ser comparar a beleza do Rei Jesus? Definitivamente não. Não quero estar no céu por causa das ruas de ouro. Eu quero estar no céu porque Jesus está lá. Nada vai brilhar mais do que Ele. Alívio, segurança, paz, alegria – nada disso estaria no céu se Jesus não estivesse lá. O céu seria “sem graça”, vazio e monótono sem Jesus. Jesus á Atraente, Irresistível e Apaixonante.

“Vinde a Mim” torna-se irrecusável e irresistível, porque o convite de quem o faz vem de uma Pessoa assim: Irrecusável e Irresistível. “Vinde a Mim” não é um convite para ser curado, aliviado ou se sentir descansado, é um convite para estar com a cura em Pessoa, com O alívio em Pessoa – Jesus nos chama para estar com Ele. E, o estar com Ele nos cura.

{b.a}

O aluno mais feliz de todos!


Na primeira semana de Agosto recebi uma surpresa do meu Jesus:

Eu estava em um aniversário de um amigo e “pai”, o “Manu” – mais conhecido como Manoel. Lá, encontrei alguns amigos, irmãos e a Bárbara, que “coincidentemente” caiu na mesma sala que eu no curso de “R2″ – para Licenciatura em Matemática. A Bárbara já havia comentado comigo sobre o irmão dela, no período em que estudamos juntos. “Bruno, você precisa conhecer o ‘Du’, meu irmão! – Cê vai gostar muito dele. Vocês tem muitas coisas em comum e várias experiências pra trocar…”

Imagina só quem é que estava na mesma festa? O “Du”, irmão da Bárbara (rs). Fomos apresentados, almoçamos juntos e conversamos muuito. O menino é cheio do Senhor, viu! Desta conversa, surgiu o assunto Teologia, e o “Du” me disse que havia feito um curso básico de um ano e meio. Eu fiquei tão empolgado e pedi pra ele me falar mais sobre o curso, a faculdade, a experiência dele e etc… Meus irmãos, enquanto ele falava, era como se mais fogo fosse sendo colocado no meu coração, rs! Sempre quis fazer esse curso. Eu quase pulava da cadeira de tanta alegria – Que vontade de sair correndo e ir me matricular! haha

A festa de aniversário aconteceu no sábado e eu só voltei a falar com o “Du” (por face) na quarta-feira. Ele me passou o nome da faculdade e na quinta-feira eu liguei lá. Peguei todas as informações e desliguei o telefone mais empolgado ainda. O Rivaldo (que é meu pastor) estava comigo e me encorajou! “Bruno, você precisa fazer… É sua cara!” Louvado seja Deus pelos encorajadores que Ele coloca ao meu redor… Gente que “me empurra” para os propósitos do Senhor! Uhu!

Pois é… Na quinta eu confirmei tudo e no sábado (dois dias depois) lá estava eu, acordando (na verdade quase nem dormi) às 05hs da manhã para entrar às 08hs na faculdade que é “do outro lado do mundo”.

Quando passei pela porta da FTBSP quase chorei… Sérião! Só o Senhor mesmo poderia me colocar ali. Acho que eu era o aluno mais empolgado da sala, o mais feliz!!! :) Quanta gratidão e felicidade – tudo junto dentro de mim! \o/ É muito mais que um curso básico de teologia… Para mim é uma providência divina, um presente do Pai, um abraço, uma porta aberta – e eu entrei por ela chorando, sorrindo, agradecendo…

Sem título

1º dia de aula | 1º livro de Teologia

Você consegue ver a mão de Deus em tudo? Nas grandes coisas e nos detalhes? Eu consigo. Ele me fez conhecer a Bárbara. Ele queria que eu estivesse naquele aniversário, naquele dia. Ele fez com que o “Du” chegasse até mim. Fez com o Espírito Santo me empolgasse…. (Ah, Senhor…) Fez com que a igreja pudesse patrocinar as mensalidades… Tudo porque queria cumprir o Seu propósito, e me treinar. É assim que eu me sinto: Em constante treinamento. Um filho que tem muito a aprender, e que está no caminho do conhecimento da pessoa do seu Pai.

Eu não precisei criar nada. Não precisei forjar nenhuma situação. Deus fez as conexões.

“Obrigado meu Jesus, por me dar a oportunidade de conhecê-Lo. E principalmente pelo Senhor se deixar conhecer ao longo da história. Estou amando o fato do Senhor se mostrar nas aulas de panorama bíblico. Espero te encontrar logo!”

{b.a}

Terapia com Nouwen


Ler Nouwen é como uma terapia. Ler Nouwen é chorar e sorrir. É perturbar e orar. Cada linha uma emoção. Quem conhece a biografia sabe da sua humanidade e fragilidade. Abre mão do “status Harvard” para estar com os pobres. Está mais preocupado com a vontade de Deus do que com sua reputação. Talvez o que mais me faça “encantar” seja isto: a transparência de alguém que é TOP para os outros – Que em contra partida possui uma humanidade sofrida e expõe suas mazelas.

Os que dele se aproximavam podiam ver Jesus. Mas não podiam imaginar que nos bastidores de sua vida haviam crises e questionamentos, um estilo de vida que o fazia desesperar em busca da vontade de Deus.

No momento estou lendo “Compaixão” – obra absurda que me ensina, mexe “latentemente” e me faz descer ao estado de normalidade vivido por Jesus. Sem dúvida esse cara é meu autor favorito!

Esta semana a Ariadna me fez um favor: Reuniu alguns textos de Nouwen e fez uma “ENTREVISTA” com ele (rs). PENSE na minha felicidade! \o/

Aí vai:

“Eis uma das últimas conversas, onde eu o entrevisto para meu próprio benefício. Beba, se sua necessidade de medicina da pessoa estiver latente!

- Então você também viveu uma crise ministerial?
HN: Sim, quando fui chamado para ir a Yale eu tinha 40 anos, e meu mentor disse que eu poderia ficar lá alguns anos, fiquei dez anos. Estava indo bem no que tangia às minhas ambições, mas comecei a questionar se realmente estava fazendo a vontade de Deus.

- Quando sentiu isso, como conversou com Deus sobre o assunto?
HN: Eu orei e disse: Deus, você sabe o que devo fazer. Diga-me e eu o seguirei. Irei aonde você quiser. Mas você precisa ser muito claro a respeito.

- O que aconteceu em seguida?
HN: Bom, eu tive a sensação de que deveria ir à América Latina e trabalhar com os necessitados. Deixei minha carreira de professor em Yale e comecei a me preparar para uma peregrinação até a Bolívia e o Peru. Meus amigos questionavam se eu estava tomando a decisão certa. Não tive muito apoio. Logo descobri que ser um missionário na América Latina não era minha vocação. Era difícil estar lá. As pessoas eram boas comigo, acolhedoras, notavelmente hospitaleiras. Mas Deus não me chamava ali. Eu estava lá obrigado.

- Como se desligou?
HN: Um amigo latino me disse: Faça a missão reversa para o primeiro mundo, a partir do terceiro mundo e escreva. Foi o que eu fiz, voltei e Harvard me chamou para integrar a faculdade. Tentei ensinar sobre as lutas espirituais do povo latino e a necessidade de justiça social, mas meus alunos sentiam uma enorme necessidade de falar sobre oração e contemplação, vida espiritual interior e o ministério.

- Você se encontrou em Harvard?
HN: Eu gostava de ensinar lá e fiz grandes amigos lá. Ao mesmo tempo, não sentia que Harvard era um lugar seguro para mim. Era muito pódio, muita publicidade, público demais. Muita gente vinha ouvir em busca de compreensão intelectual, em vez de insight espiritual. Era um lugar intensamente competitivo, um campo de batalha intelectual, não era um lar. Eu precisava de um lugar onde pudesse orar mais, de uma comunidade onde a minha vida espiritual se aprofundasse no relacionamento com os outros.

- Como lidou com isso?
HN: Foi uma decisão difícil deixar Harvard, eu tinha medo de estar traindo a minha vocação. As vozes exteriores diziam: Você pode fazer tanto bem aqui. As pessoas precisam de você! As vozes interiores diziam: Que bem faz pregar o evangelho aos outros enquanto se perde a própria alma?
Finalmente eu percebi que a minha crescente escuridão, meus sentimentos de rejeição, minha necessidade excessiva de afirmação e afeto e meu profundo senso de estranheza eram sinais claros de que eu não estava seguindo o caminho do Espírito de Deus.

- E você agiu?
HN: Sim! Assim que deixei Harvard, senti tanta liberdade interior, tanta alegria e energia nova que poderia olhar para a minha vida anterior como uma prisão na qual eu havia me trancado. Não sabia aonde ir, então fui para L’Arche, uma comunidade para pessoas com deficiências especiais. Passei um ano lá para discernir o meu chamado, até que finalmente me mudei para lá e gradualmente L’Arche tornou-se a minha casa. Nunca sonhei em minha vida que homens e mulheres com deficiência mental seriam aqueles que colocariam as mãos sobre mim em um gesto de benção e me ofereceriam um lar.

- O que foi mais significativo para você no processo de mudança?
HN: A volta ao lar espiritual, percebi que a abraço do Pai tornou-se muito real para mim nos abraços daqueles que são física e mentalmente pobres!

- Qual a marca deixada por Deus em seu interior em todo esse processo?
HN: Aprendi que em minha vida de comunidade, eu faço exigências tão grandes às pessoas que ninguém é capaz de cumpri-las – exigências emocionais e expectativas das quais não tenho total consciência. Espero que alguém afaste a minha solidão. Espero que essa pessoa me proporcione a sensação de estar em casa. Espero que, por vivermos juntos, tudo será alegre e prazeroso… Quando as minhas expectativas não se concretizam, sou deixado, sentindo-me triste, sozinho e deprimido. Então retorno à oração e à necessidade de direção espiritual em minha vida espiritual e em meus relacionamentos em comunidade. Sou lembrado do quanto é importante que a solitude anteceda a comunidade, quando a solitude é abraçada, aprendi que o perdão e a celebração podem vir a caracterizar a comunidade autêntica, até mesmo com os seus desafios.

- Suas palavras finais em nossa conversa de hoje?
HN: Vou deixar uma antiga lenda do Talmude: O rabino Yoshua ben Levi perguntou a Elias, o profeta:
Quando o Messias virá?
Elias respondeu:
Vá até ele e pergunte.
Onde ele está?
Sentado nos portões da cidade.
Como o reconhecerei?
Está sentado entre os pobres, coberto de feridas. Os outros desenfaixam todas as suas feridas ao mesmo tempo e depois as enfaixam de novo. Mas ele desenfaixa uma de cada vez e a enfaixa de novo, dizendo a si mesmo: “Talvez possam precisar de mim, se isso acontecer, devo estar sempre pronto para não me atrasar nem por um momento”.

Ariadna de Oliveira

Fonte: Escrevivendo

Meriam é libertada!


Meus irmãos, a oração pode tudo! A oração move tudo! Quando a igreja toma sua posição e ora, Deus traz a Sua vontade para a terra.

Vocês se lembram do irmão Yousef Nadarkhani? Ele esteve preso injustamente, a igreja orou e nosso irmão recebeu a liberdade!

E dos missionários brasileiros José Dilson e Zeneide? Eles estiveram presos no Senegal. Oramos, clamamos, choramos, sofremos juntos, nos mobilizamos com convocações de oração nas redes sociais (Janeiro/2013),  recebemos cartas do José Dilson de dentro da prisão compartilhando suas experiências (você pode ver aqui Carta 1 e Carta 2), recebemos a notícia da liberdade (Abril/2013), e uma carta de agradecimento do missionário (Maio/2013).

Claro que esses são casos de repercussão internacional, por isso, devemos lembrar de continuar orando pelos milhares de irmãos “anônimos” que ainda sofrem perseguição. [Deus me têm feito amar a Coréia do Norte].

Esta semana recebi outra resposta de oração: A liberdade de Meriam! Aleluia! \o/ Que alegria! :) Vejam a matéria divulgada esta semana pelo “Portas Abertas”:

Termina o longo calvário de Meriam Ibrahim e sua família

“Os justos clamam, o Senhor os ouve e os livra de todas as suas tribulações.” Salmos 34.17

Depois do calvário que durou um ano, e após o governo do Sudão ter enfrentado pressão internacional sem precedentes, a cristã sudanesa Meriam Ibrahim é libertada e acompanhada de sua família voou para Roma nesta quinta-feira (24) em um avião do governo italiano.

Os advogados de Meriam informaram que todas as acusações contra ela foram retiradas. Ela foi poupada de uma sentença de morte por se converter do islamismo para o cristianismo, mas estava proibida de deixar o Sudão.

A jovem sudanesa cuja sentença e prisão desencadearam uma comoção internacional, saiu da aeronave com seu bebê no colo e foi saudada pelo primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

Meriam foi acompanhada no avião pelo vice-ministro de Relações Exteriores da Itália, Lapo Pistelli. Ele disse aos jornalistas no aeroporto Ciampino, em Roma, que a Itália estava em “constante diálogo” com o Sudão, mas não deu mais detalhes sobre o caso.

Pistelli acrescentou que a família esta em boa saúde e ficará na Itália por alguns dias antes de ir para os Estados Unidos. O ministro, que carregava um dos filhos de Meriam no avião, disse esperar que ela tenha algumas “importantes reuniões” durante seu período na Itália.

Não há dúvidas de que a enorme onda de apoio internacional ajudou a manter o caso dela no centro das atenções.

Pedidos de oração

  • Peça a Deus que continue sustentando Meriam e sua família.

  • Agradeça ao Senhor por cumprir o seu plano perfeito na vida de Meriam, como fez no caso de Israel, quando Faraó se recusou a deixar o povo sair do Egito.

 Fonte: Portas Abertas

A Experiência da Privação


 

Depois de um retiro, todo mundo volta pra casa vibrando e disposto a perseverar em tudo aquilo que recebeu enquanto esteve “trancado”. A verdade é que não demora muito tempo e lá estamos nós, outra vez, vivendo a mesma “vidinha” de sempre. Sem perceber, a gente se afoga no cotidiano e volta a viver da mesma maneira.

E se a gente pudesse viver retirado?

Nos últimos dias tenho praticado solitude e silêncio. Ah! Como têm me feito bem! Estou aprendendo a ouvir Deus, e não há melhor maneira de ouví-Lo senão se calando. Essa introspecção me faz viver retirado. Não são retiros geográficos, onde me desloco de casa para ir a um sítio ou campo. Eles acontecem no meu cotidiano.

Viver retirado é se desapossar das coisas que me fazem perder tempo e ficar SÓ com Jesus! É deixar Jesus fazer parte de TUDO. Até das coisas mais corriqueiras… Bebo água com Jesus e almoço com Ele. Vou ao banheiro com Jesus e agradeço a Ele por tudo estar funcionando perfeitamente dentro de mim. Tomo chá a noite conversando com Ele. Quero que Ele faça parte de tudo! E posso dizer uma coisa? Ele AMA isso! Rs

Eu quis me privar e me retirar para arrancar de mim mesmo o gozo das coisas. Percebi que as coisas estavam atrativas demais aos meus olhos e, que nelas, eu empregava TODO o meu tempo. Como fugir disso? Vou para um lugar onde não há nada para distrair. Saio para o deserto para colocar a vida em ordem. Lugar perturbador e curador.

Tozer, em seu livro “Cinco Votos para Obter Poder Espiritual”, escreve: “O valor da experiência da privação está em seu poder de nos desvincular dos interesses passageiros da vida e nos lançar de volta à eternidade”.

Ele me desconfigura. E me configura no padrão original.

{b.a}